Apontamentos sobre política, economia, educação, sociedade e outros, com afirmações contraditórias, ou não, a que a razão chega quando se pretende determinar a natureza da sociedade que temos e onde vivemos.
publicado por M. Rodrigues | Domingo, 29 Maio , 2011, 19:29

 

 

Na sociedade cada um de nós é um ator que representa vários papéis.  A noção de papel constitui uma ponte entre as perspectivas psicológica e sociológica porque supõe um nível individual e um nível colectivo. Num certo sentido, os papéis preexistem ao agente sob a forma de conduta em função de um determinado estado e de uma determinada situação.

Cada sujeito assume o seu  papel segundo o seu próprio estilo. Deste modo, existe num grupo organizado uma repartição de papéis que preexiste às pessoas e no interior dos papéis, a que não são displicentes os problemas das atitudes, uma vez que cada um desempenha o seu papel de acordo com a sua atitude pessoal.

 

Um ator, em cada peça ou até na mesma peça, pode representar personagens diferentes em função do guião.  Poderemos exemplificar com casos de alguns dos nossos políticos e governantes. Quando estão em momento de campanha eleitoral a mudança de atitude e de comportamento ajustam as suas intervenções à nova realidade, com a finalidade de captar votos e fazer inverter a atitude do eleitores que, enquanto governantes, lhes foram desfavoráveis. Psicológica e sociologicamente falando, o drama da comunicação está em tentar que os outros nos "vejam" tal como gostaríamos que eles nos vissem. Após acesso ao poder, a partir do estatuto que foi dado pelo voto esse político, o ator, vai encarnar um novo personagem cujo papel irá ser diferente do que assumiu durante a fase pré-eleitural e eleitoral.

Deixa de ser um papel de candidato e passa ser o papel de governante tendo o objectivo sido atingido, com a consequente mudança de atitude. Um exemplo do que se afirma pode ser observado atentamente pela última entrevista efectuada pela jornalista Judite de Sousa na TVI ao ainda primeiro ministro Eng. José Sócrates. Comparando com outras intervenções anteriores a encenação passou a mostrar a representação de  um novo personagem com nova faceta. Mas, como todos os atores profissionais, quando terminam a atuação no palco voltam novamente a ser como eram antes, eles próprios.


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