Apontamentos sobre política, economia, educação, sociedade e outros, com afirmações contraditórias, ou não, a que a razão chega quando se pretende determinar a natureza da sociedade que temos e onde vivemos.
publicado por M. Rodrigues | Domingo, 29 Maio , 2011, 23:40

Livro a não perder.

 

Leitura acessível que ajuda a compreender a razão da situação em que Portugal se encontra dando sugestões para vencer a crise nacional. Ilustrado com gráficos muito claros e concisos.É também um bom livro para consulta.

 

 

 


publicado por M. Rodrigues | Domingo, 29 Maio , 2011, 23:31

 

ESTADO SOCIAL E INFORMAÇÃO

 

Não é raro ouvirmos dizer de forma simplista  que se está numa guerra  terrível entre os defensores do Estado social e dos outros os que o querem destruir. Afirmações que mais não pretendem do que aterrorizar o povo português, mal informado e com um grau de iliteracia muito grande, que apenas discute futebol em momentos tão decisivos para todos. É fácil convencer um povo que, como se sabe (e eles também) tem memória curta.

 

SOCIALISMO NA GAVETA

 

Em Portugal os dois maiores partidos nunca estiveram tão afastados um do outro nas suas posições. Se bem nos lembramos, em campanhas eleitorais após o 25 de abril, houve quem afirmou que o partido socialista tinha "metido o socialismo gaveta" e, muitas das vezes, passou a ser chamado de  social democrata.

 

A atual "versão" do partido socialista é acérrima defensora do estado social que, diga-se, durante os últimos seis anos começou a desmantelar. O que não admira. Esta é, de facto, a política de José Sócrates, dizer que faz uma coisa e, passado algum tempo, dizer o seu contrário.

 

O NEOLIBERALISMO

 

Alguns dos princípios básicos do neoliberalismo  estão presentes no documento que os negociadores do plano de ajuda que qualquer que seja o governo vai ter que  concretizar e operacionalizar. É por isso que o programa do partido socialista é vago e sem detalhes. Forma que é já bem nossa conhecida, esconder a realidade e nunca falar verdade aos portugueses como têm feito até aqui.

 

TUDO SE DEVE À CRISE INTERNACIONAL!

 

A crise a que chegámos, para além da parte que cabe à crise internacional, é da responsabilidade dos partidos que nos governaram anteriormente  e cujos erros estruturais anteriores  não conseguiram corrigir. Pelo contrário, o governo de José Sócrates que, em vez de corrigir os erros do passado, agravou a situação nestes últimos sete anos com o rumo que nos conduziu à atual situação.

 

A TROIKA, O REAL E O VIRTUAL

 

Interessa neste momento a Sócrates esconder mais uma vez a realidades atraindo para uma armadilha os eleitores que nele votarem. É por isso que acusa os seus opositores mais diretos de neoliberais, mas ele sabe que vai ter que aplicar as medidas impostas cuja base é neoliberal. Ou será que o tal PEC IV, que tanto gosta de comparar com as medidas da "Troika", são socialistas e defendem o Estado Social?  Com os partidos chamados por José Sócrates de neoliberais já sabemos com o que contamos. O que me apavora não são os neoliberais, é o apego ao poder de José Sócrates  e dos "seus socialistas" que já nada têm a oferecer ao país e ao povo.

 

AS PROMISCUIDADES ESTADO E PRIVADO

 

Num artigo de Henrique Monteiro, li no Expresso de 14 de maio o seguinte: "Hoje, pensionistas, trabalhadores, pequenos empresários e agricultores vêm-se obrigados a ter  de pagar o dinheiro que o Governo desperdiçou. Mas não foi com pensionistas ou trabalhadores que houve derrapagens e se cometeram excessos. Foram, sim, estradas inúteis, consultadorias inúteis, propaganda inútil  e "boys" inúteis que deram cabo do país. Além das inúmeras promiscuidades - com banqueiros, especuladores, Joes Berardos diversos, empresas do regime, ditadorzecos vários, etc. - que em nada contribuíram para o louvado Estado social e apenas minaram a coesão do país ".

Por tudo isto, de quem tenho medo é  de uma nova tomada do poder  em Portugal pelo "Chapeleiro Louco" que vive no mundo de "Alice no País das Maravilhas"


publicado por M. Rodrigues | Domingo, 29 Maio , 2011, 21:53

Há momento em que devemos

destacar-nos do clube

Um clube, segundo o  dicionário da Porto Editora, é uma associação criada para ajudar os seus membros na prática de atividades recreativas, desportivas ou culturais ou, ainda, local de reuniões de natureza cultural, política ou recreativa.


A maioria dos cidadãos terão com certeza o seu clube de futebol preferido. A vivência clubista, não raras vezes, dá lugar a rivalidades entre os seus associados,  adeptos e apoiantes, nomeadamente, no que se refere às claques dos principais clubes. Também são frequentes discussões entre pessoas de clubes diferentes quando se coloca em causa o clube que se apoia. Abandonar ou mudar de clube é considerado deslealdade e quem muda de clube é apelidado de "vira casacas". Associados mais exaltados até rasgam o cartão de sócio num momento de exaltação. Apesar de profundo desgosto é desleal aos princípios clubistas mudar de clube, mesmo quando perde um ou vários jogos e deixa de ficar em posição de destaque na classificação.

 

 Vive-se o clube de tal modo que, por vezes, se retiram dias a férias, pede-se dispensa do trabalho ou sacrifica-se algo em troca de uma ida ao estrangeiro para o acompanhar.

Assinam-se canais desportivos de televisão e até canais privados de clubes onde se esmiuçam os jogos até à exaustão, sempre numa perspectiva egocêntrica, para regozijo dos seus associados e adeptos.

  

Por estranho que pareça, na política também existe clubismo. Temos os militantes dos partidos que vivem o partido e lutam por ele em qualquer circunstância, mesmo quando os seus líderes tenha causado os maiores prejuízos, quer ao seu próprio partido, quer ao país quando estão no governo. Identicamente aos associados e adeptos dum clube de futebol também é raro haver  militantes/associados de partidos que deixem de ser militantes  quando ele não ganha eleições ou quando frustra as suas expectativas. A maioria  continua a apoiar o seu partido mesmo em circunstancias adversas.


A política não é apenas feita pelos militantes, nem os governos são eleitos apenas por eles. Em democracia são os cidadãos eleitores, nos quais aqueles também se incluem, que decidem o governo que querem e em que circunstâncias. Mesmo os que não votam decidem pela abstenção que os outros escolham por eles. Na opção do sentido de voto também há clubismo, neste caso, partidário. Podemos estabelecer uma analogia com os clubes de futebol. Quando um cidadão elege um partido que nos vai governar a todos durante quatro anos, a tendência tem vindo a ser "conservadora no sentido do voto", isto é, votar sempre no mesmo partido em que sempre votou. Tal como num clube de futebol está em causa a tendência clubista. Está em causa a consciência de cidadão eleitor que não quer ser  desleal  e "vira casacas" em relação ao partido em que sempre votou, mesmo que  este não tenha cumprido os objectivos para que foi eleito e tenha frustrado todas as expectativas.


Votar num partido que nos vai governar não é o mesmo que ser leal a um clube de futebol em que perder ou ganhar pode dar tristezas ou alegrias, mas não vai modificar a nossa forma de viver, nem melhorar ou piorar o nosso sistema social, nem vai resolver os problemas que o país atravessa. Deste modo, eleger outro "clube" que nos governe, não é ser desleal nem "vira casacas" . É isso a democracia a capacidade de os cidadão poderem, quando assim o entenderem, mudar quem está no poder sem receios de termos a sensação de trair aqueles em quem sempre votámos. No futebol não podemos decidir o resultado de um jogo. Quando muito podemos apoiar o nosso clube para que ganhe, mas o resultado não depende de nós. Em política podemos sempre mudar o resultado quando, para tal, somos chamados.


O clubismo nas eleições padece de um síndrome da direita que, em sentido figurado, é um conjunto de sinais ou características associados a uma situação crítica e causadores de receio ou insegurança. É esta síndrome que alguns partidos exploram até à exaustão, fazendo passar mensagens distorcidas. A direita em Portugal, apesar de alguns erros, nunca fez tão mal ao país  como a esquerda que nos tem governado durante os últimos anos. Por isso há que mudar os dirigentes do clube, isso podemos nós todos fazer sem receio que nos chamem "vira casacas".


publicado por M. Rodrigues | Domingo, 29 Maio , 2011, 19:57

Imagem obtida a partir de http://www.pics-and-docs.blogspot.com

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Se estivermos atentos e reflectirmos sobre o que ouvimos dizer a alguns políticos  poderemos constatar que os de esquerda, nomeadamente o PCP e o BE, atacam o partido do governo, o PS neste caso, dizendo que faz políticas de direita, conotando-o e ligando-o à direita com a qual, segundo eles, está em conluio. Pretendem assim criticar um governo que faz políticas de direita. É  suposto,portanto,  que são contra um governo que ao dizer-se socialista faz políticas de direita. Até aqui tudo bem.  Mas quando o PSD ou o CDS/PP sobem nas intenções de voto, avançam com alguma proposta, mesmo que seja de interesse nacional, ou por outros motivos  atacam o PS de que lado fica a dita esquerda?  Em circunstância de eleições quem atacariam em primeiro lugar? A direita, claro, que é o principal “inimigo” que quer ocupar o poder.

Como é remota a possibilidade de qualquer dos partidos PCP e BE, só ou em conjunto, virem a atingir uma maioria no Parlamento, então, ao terem como objectivo evitar que a direita alcance o poder estão a assumir que é preferível manter o PS, cujas práticas governativas dizem ser de direita. O mesmo seria dizer que preferem no governo uma direita a outra direita já que os de esquerda são eles. Então em que ficamos? Talvez esperar que o PS, se voltar a ganhar as eleições e mudar o governo, traga com ele novas políticas de esquerda. Trará de facto?!

Não nos iludamos, se a direita ganha com ou sem maioria as eleições para a Assembleia da República veremos a esquerda, tacitamente, a alinhar com o PS que para eles, passou a ser esquerda o que era até então de direita.


publicado por M. Rodrigues | Domingo, 29 Maio , 2011, 19:29

 

 

Na sociedade cada um de nós é um ator que representa vários papéis.  A noção de papel constitui uma ponte entre as perspectivas psicológica e sociológica porque supõe um nível individual e um nível colectivo. Num certo sentido, os papéis preexistem ao agente sob a forma de conduta em função de um determinado estado e de uma determinada situação.

Cada sujeito assume o seu  papel segundo o seu próprio estilo. Deste modo, existe num grupo organizado uma repartição de papéis que preexiste às pessoas e no interior dos papéis, a que não são displicentes os problemas das atitudes, uma vez que cada um desempenha o seu papel de acordo com a sua atitude pessoal.

 

Um ator, em cada peça ou até na mesma peça, pode representar personagens diferentes em função do guião.  Poderemos exemplificar com casos de alguns dos nossos políticos e governantes. Quando estão em momento de campanha eleitoral a mudança de atitude e de comportamento ajustam as suas intervenções à nova realidade, com a finalidade de captar votos e fazer inverter a atitude do eleitores que, enquanto governantes, lhes foram desfavoráveis. Psicológica e sociologicamente falando, o drama da comunicação está em tentar que os outros nos "vejam" tal como gostaríamos que eles nos vissem. Após acesso ao poder, a partir do estatuto que foi dado pelo voto esse político, o ator, vai encarnar um novo personagem cujo papel irá ser diferente do que assumiu durante a fase pré-eleitural e eleitoral.

Deixa de ser um papel de candidato e passa ser o papel de governante tendo o objectivo sido atingido, com a consequente mudança de atitude. Um exemplo do que se afirma pode ser observado atentamente pela última entrevista efectuada pela jornalista Judite de Sousa na TVI ao ainda primeiro ministro Eng. José Sócrates. Comparando com outras intervenções anteriores a encenação passou a mostrar a representação de  um novo personagem com nova faceta. Mas, como todos os atores profissionais, quando terminam a atuação no palco voltam novamente a ser como eram antes, eles próprios.


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