Apontamentos sobre política, economia, educação, sociedade e outros, com afirmações contraditórias, ou não, a que a razão chega quando se pretende determinar a natureza da sociedade que temos e onde vivemos.
publicado por M. Rodrigues | Quinta-feira, 26 Maio , 2011, 22:08

A diferença entre um congresso do partido comunista da ex-União Soviética e o último congresso do Partido Socialista Português é muito ténue. No primeiro não havia oposição interna nem externa, diga-se, mas, caso existisse, seria neutralizada com expulsão ou até prisão. Eram congressos monolíticos e autistas. No segundo caso, as vozes discordantes ou de oposição são boicotadas  por processos mais ou menos sofisticados. Veja-se o caso do militante Rómulo Machado que foi vaiado e que responsabilizou a mesa do congresso por ter colocado a sua intervenção numa hora em que o congresso estava quase vazio, sem a presença de Sócrates e sem atenção dos media. Aliás, este tipo de atitude  é o que tem vindo a presidir no partido socialista e no governo do Sr. Primeiro Ministro José Sócrates. Recorde-se o caso que se passou na Assembleia da República, quando da discussão do PEC IV, quando o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, sai ostensivamente quando Manuela Ferreira Leite ia discursar, (coincidência?) regressando posteriormente, o que revela  uma incapacidade para ouvir vozes críticas.

Mas de que falava afinal o militante socialista Rómulo Machado? Fazia voz do que o cidadão minimamente informado já sabe, como seja, que, apesar da crise internacional, foi José Sócrates que nos colocou nesta situação e  que não será ele que nos vai tirar dela. Por isto foi vaiado pelos poucos que se encontravam presentes, o que veio a ser objecto de notícia no Financial Times, jornal económico com grande credibilidade.

Não seria de admirar  que, à semelhança do que se tem dito para outros casos, alguns dos militantes  e apoiantes deste partido socialista passem a dizer que é um jornal sem credibilidade e que está a mentir.  Aliás, como tem vindo a ser habitual, a culpa é sempre dos outros. Se o FMI cá está a culpa é da oposição, se não estivesse  porque  se colaborou na aprovação do PEC IV, que não nos livraria da situação em que nos encontramos, a culpa era do PSD que tinha também aprovado o PEC IV. Se o Sr. Primeiro ministro José Sócrates tivesse oportuna e antecipadamente pedido ajuda,  como várias vezes foi sugerido, a culpa tinha sido do PSD  que tinha dado o seu apoio. Se analisarmos com cuidado, as posições e falhanços do governo  têm sido sempre a negação de tudo  culpabilizando tudo e todos do que corre mal em Portugal, excepto deles é claro.  Será que todos estão errados e que apenas a "clic" que se apoderou do PS nos últimos sete anos é que tem razão? Tudo isto tem vindo a contribuir para uma descredibilização de Portugal e dos Portugueses através do  últimos governos que delapidaram as finanças públicas. Seria interessante consultar as cerca de 7100 entradas sobre Portugal no Finacial Times, sempre pelas piores razões, como se pode ver em http://search.ft.com/search?queryText=portugal+pensions


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