Apontamentos sobre política, economia, educação, sociedade e outros, com afirmações contraditórias, ou não, a que a razão chega quando se pretende determinar a natureza da sociedade que temos e onde vivemos.
publicado por M. Rodrigues | Segunda-feira, 12 Março , 2012, 20:37

Este blog passou para outro endereço com uma linha editorial mais diversificada.{#emotions_dlg.blink}

 

Pode continuar a acompanhar-nos em:

 

http://zoomsocial.blogs.sapo.pt/


publicado por M. Rodrigues | Terça-feira, 29 Novembro , 2011, 19:38

Centenas de estudantes em desfile pelas ruas de Lisboa  reivindicam investimento 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: SICNOTÍCIAS http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2011/11/29/centenas-de-estudantes-em-desfile-pelas-ruas-de-lisboa-reivindicam-investimento

 

Isto merecia uma atenção e um desenvolvimento de acordo,  mas acho que um pequeno comenário como o seguinte é suficiente.

 

É lamentável que os estudantes se manifestem contra o pagament das propinas porque é vê-los a esgotar e pagar concertos quase a preço de ouro, a jantar em restaurantes e a beber "copos" nas discotecas, a gastarem gosolina andando por todo o lado nos carros que compraram ou que foram oferecido ou emprestados por familiares. São estes os mesmos que reclamam ensino superior gratuito! Não há paciência!


publicado por M. Rodrigues | Domingo, 30 Outubro , 2011, 23:08

Parte I

 

Eis algumas preocupações de portugueses colocadas obre a forma de perguntasa e a que os governantes, políticos, comentadores, politólogos e outros não respondem respondem clara e objetivamente.

São extensas mas vale a pena ler e meditar!

 

1. Já que os juros da dívida soberana sobem em média 22 milhões de euros por dia, que mais medidas de austeridade estão previstas que os governantes não dizem?

2. O que o Dr. Passos Coelho afirmava, antes de ser governo e antes das eleições, era a necessidade de emagrecer as gorduras do estado. Não explicou o seu conceito de “gorduras do Estado” que, com certeza, não era o mesmo para todos os portugueses.

3. Será que os trabalhadores da função pública tiveram a responsabilidade de lhes terem sido abertas as portas para prestar serviço no Estado? E, será que os pensionistas são uns despesistas que têm culpa de terem atingido o limite de idade para o trabalho?

4. Com o aumento cada vez maior da taxa de desemprego prevista, como é que o governo pretende inverter a situação, sabendo-se que a partir dos 40/45 anos quem fica no desemprego sem ser por culpa própria, e que, por mais que se esforce, ninguém o aceita como trabalhador, sabendo-se que entretanto fica sem subsídio? (Não se incluem nesta questão o grupo as pessoas qualificadas que saíram dos governos).

5. Em alguma imprensa foram publicadas afirmações de figuras do PSD, referindo-se possivelmente aos funcionários públicos e aos pensionistas, que “estes não são os nossos constituintes”, quer dizer, “a nossa base de apoio”. Será que foram apenas os eleitores das bases de apoio do PSD e do CDS/PP que os levaram ao poder por maioria absoluta? Por redundância, será que aquelas figuras têm a certeza de que outros eleitores, que não apenas os da sua base de apoio não votaram PSD ou CDS/PP?

6. A pressão sobre apenas alguns grupos sociais e profissionais não será tendenciosa, preconceituosa e agressiva do tipo chauvinismo? Porque não uma taxa extraordinária para o sector privado, que apenas abrangesse parte do subsídio de natal e de férias, e que terminaria também no final de dois anos? Acham de facto que a produtividade baixaria?

7. Será que o governo, quando tomou posse em julho, não deixou derrapar o orçamento de 2011 por não lhe ter prestado a devida atenção e não ter feito um controle?

8. Para a PriceWaterhouseCoopers, “o aumento da carga tributária para 2012, que decorre da limitação das deduções com Saúde, Educação e Habitação, é inferior ao aumento da tributação que decorre da aplicação da sobretaxa extraordinária em 2011”. O Correio da Manhã acrescenta ainda que ”para um casal, no sector privado, com dois filhos, é a partir de um salário bruto de dois mil euros mensais que é possível obter a maior poupança fiscal com as regras que o Governo quer aprovar. Abaixo desse patamar, os contribuintes vão ter a sua fatura fiscal agravada face à situação em vigor”. Poderão explicar-nos a razão para isto?

9. Empresas privadas em dificuldades poderão propor aos trabalhadores, em 2012, o não pagamento dos subsídios de férias e de natal, mantendo-os provisoriamente em atraso, com o pretexto de evitar despedimentos.

10. Como previsto pelo Ministro das Finanças a recessão em 2012 vai agravar-se. Menos consumo, mais desemprego (por consequência mais pagamento de subsídios), possivelmente mais falências, logo, menos impostos a cobrar, possivelmente mais cortes e assim sucessivamente. Não se prevendo o aumento das exportações para cobrir os desvios, devido à recessão na Europa, como irá o governo sair desta situação sem mais austeridade?! Dirão: será para outros mercados que não seja a UE. E até lá? Respondam, p. f. objetivamente e em linguagem que todos entendam, senhores governantes, economistas e fiscalistas.

11. Será que a partir de um círculo vicioso a em que nos encontramos, isto é, dívida, austeridade, recessão/recessão, dívida austeridade a economia vai crescer?

12. Não será obrigação dos responsáveis pelas pastas das finanças e da economia prever alguns cenários macro-ecnómicos partindo de modelos teóricos que considerem as diversas variáveis em presença para se avaliarem possíveis impactos, em vez de se refugiarem em frases como “não faço futurologia!”, “ não se consegue prever o que pode acontecer!”, etc.? Então onde está saber gerir em tempo de crise, de incerteza e de “vacas magras?”

13. Será que todos os governos dos últimos 20 anos, ao não preverem e prevenirem o que poderia acontecer através de sinais e de informação que possuíam, foram todos incompetentes?

14. Gastando mais do que podiam que era evidente conduziriam ao endividamento sucessivo, os governos despesistas (todos da alternância no poder), não fizeram eles o mesmo que as famílias que agora acusam de viver acima das suas possibilidades?

15. Porque é que os governos anteriores não atualizavam os transportes, a energia e a água aos preços próximos dos reais quando ainda não era necessária tanta austeridade e os sacrifícios seriam então menores? 16. O PS afirma que o orçamento para 2012 propõe uma recessão crónica. Seria com projetos megalómanos que nos endividavam ainda mais que nos tiravam da recessão sem agravar a austeridade? Digam-nos objetivamente como e em que “timing”?

17. O que quer dizer o Sr. Primeiro Ministro quando fala em reforma do estado e em alterações na sociedade portuguesa? Que tipo de alterações?

18. O ministro Vitor Gaspar deu a entender que a austeridade agora pedida (leia-se cortes nos salários e pensões) irá dar a volta è economia em 2013. Gostaríamos que nos explicassem como e porquê.

19. A fatura dos juros da divida pública já se encontra em 8000 milhões de euros que é mais do que a despesa com as remunerações. Face a isto o governo encara novas medidas de austeridade? E quando já não houver nada para retirar e para cobrar como irão os portugueses colaborar para a redução do défice?

20. Devido às novas taxas de tributação às empresas não se irá dar o caso de, através de métodos contabilísticos e outras formas, aquelas apresentarem menos lucros para pagarem menos impostos?

21. Governantes, comentadores e economistas têm apontado o dedo ao excessivo endividamento das empresas e das famílias, acima das suas possibilidades. Não terão sido responsáveis os sucessivos governos, consentido no desmando e no facilitismo que a banca oferecia para acesso ao crédito ao consumo de forma aliciante? Estamos numa economia de mercado o Estado não deve intervir. Mas não deveria regular?

22. Porque é que os sucessivos governos não fomentaram a poupança dos cidadãos através de medidas estimulantes?

23. Porque é que a maior parte dos senhores economistas e comentadores, que supomos trabalharem todos no privado, quando são convidados para as televisões, não criticam ou a comentam desfavoravelmente as medidas de austeridade, salvo raras exceções, colocando-se sempre numa perspetiva de apoio às medidas do governo, (como a redução de salários da função pública e de todo o tipo de pensões), defendendo acerrimamente a intocabilidade do privado? (Nota: As justificações e argumentos até agora utilizados não convencem!)

24. Um economista afirmava que: é “um risco a espiral austeridade/recessão. Mas não correr o risco, isto é, falhar em 2012 a meta do défice – não seria um risco, mas uma desgraça garantida.” Certo. E se correndo o risco falharmos na mesma, o que acontece então? O ministro das finanças parece não estar muito convicto da certeza de não falharmos. Não será que perante situações de incerteza se devem prever outros cenários? Ou será que o governo está a navega sem bússola?

 

Algumas fontes:

 

Correio da Manhã de 19/10/2011

Diário de Notícias 18/10/2010 p.6

Semanário Sol

Público

 

 

Contacto: malbe.rodrigues@gmail.com


publicado por M. Rodrigues | Sexta-feira, 28 Outubro , 2011, 23:23

Em julho deste ano coloquei um post, depois de uma ausência prolongada, não propriamente férias, e nunca mais dei notícias.  Espero agora ser mais assíduo! De boas intenções está o mundo cheio dirá o leitor!{#emotions_dlg.blink}

 

Iremos continuar tecendo comentários e a dar opiniões, sobre o que se diz e ouve por aí nos órgãos de comunicação e o que o cidadão comum sente e questiona.

Devido ao orçamento têm-se sucedido na televisão discussões e debates que deveriam ir no sentido do esclarecimento do público que vive fora do complexo mundo da informação, até porque a luta diária pela subsistência se sobrepõe  a tudo o resto. A televisão é um meio unidirecional apesar de pretensamente disponibilizar, por vezes, mails ou telefones para os telespectadores colocarem questões.Quando nos seus programas, alguns profissionais da informação,  referem algumas questões colocadas por telespectadores, nem sempre as respostas são esclarecedoras. Falam de generalidades governativas e não de casos práticos e concretos que preocupam os cidadãos. As opiniões dos comentadores e "politólogos", uma nova casta de especialistas que fazem "augúrios", qual cartomante "Maya", não chegam ao cidadão comum. Falam do alto da cátedra apenas para alguns, poucos, que os conseguem ouvir e perceber. Dão justificações teóricas e vagas que não esclarecem ninguém. Falam para um "target" específico. Não sentem o pulsar da população. Tentam por vezes arranjar justificações que não satisfazem a maioria dos telespectadores. Os temas que abordam, embora importantes, não chegam às pessoas limitando-se às grandes questões políticas e económicas, deixando para plano secundário as consequências sociais de medias que são tomadas. Há pessoas que, para além das grandes teses, necessitam de compreender o que lhes está a acontecer, sem demagogias, sem explicações complexas, sem partidarismos e seus falsos distanciamentos.

É importante que as mensagens cheguem aos recetores sem o ruído provocado pelas opiniões e contra-opiniões que, fazendo parte do debate democrático, não são percebidas pela maioria (diria "silenciosa"). O único meio que têm para manifestar a sua voz é na rua. Assim, todos os contributos dos eventuais leitores deste blogue podem ser importantes e esclarecedores. E se, por acaso, aqui vier parar divulgue-o, porque nem só das coisas do dia a dia vive o Homem, é também importante cultivar tudo o que atinge a nossa vivência.

 

Protesto

 

 Até breve, assim espero!


publicado por M. Rodrigues | Segunda-feira, 04 Julho , 2011, 23:10

 

Um mês após as eleições regressámos novamente com vontade de continuar seguindo no mesmo rumo com que começámos, pese embora haver muitos "bloguenautas", desculpem o neologismo, que não estejam de acordo com os nossos pontos de vista. Em democracia é mesmo assim, não devemos ter a pretensão de que todos estejam de acordo connosco. Não somos totalmente isentos.  Ninguém se pode vangloriar de ser plenamente isento apesar de muitos jornalistas nos querem fazer crer que o são. 

Tentaremos abordar temas que não sejam apenas políticos, diversificando a nossa produção dos nossos modestos escritos. Contudo não resistiremos em salientar os de cariz político porque, quer queiramos quer não, a política faz parte da nossa vida.


publicado por M. Rodrigues | Segunda-feira, 04 Julho , 2011, 22:57

Ao observar a nova configuração da Assembleia da República após as eleições de 5 de junho verifiquei que em todos os partidos aparecem muitos elementos que já constavam em anteriores legislaturas. Sobre isto nada haveria a dizer pois é da competência dos partidos propor os deputados que se devem sentar nas respetivas bancadas. Todavia centrei a minha atenção na bancada do partido socialista e verifiquei  grande número de elementos que tinham pertencido ao anterior governo como ministros.   Nesse momento tive um "flashback". Retrocedi no tempo e vi-me no ano de 1969 a comprar um pequeno opúsculo, escrito por Raul Rego, denominado "Os políticos e o Poder Económico".  Estava então no poder  Marcelo Caetano que tinha permitido à oposição concorrer às eleições legislativas de 1969  (diga-se eleições fantoches, pois já se sabia quem iria ganhar). Raul Rego fazia, nessa altura, parte da lista de candidatura a deputados pelo círculo de Lisboa da Unidade Democrática. Após o 25 de abril de 1974  passou a ser militante do partido socialista  pelo qual foi deputado  na Assembleia da República de1975 a 1999.

Escreveu então Raul Rego que no século XIX e nas primeiras quatro décadas do século XX  homens nascidos ricos ou que enriqueceram pela sua profissão, ao entregarem-se à política para prestarem um serviço público ficaram mais pobres do que quando entraram "morrendo de mãos limpas" como ele disse. Era norma que, após terminar um serviço prestado ao estado, voltassem para as suas profissões anteriores. "A interpenetração económica e política não era a regra.".

Mais adiante, afirmava aquele socialista, que "em nossos dias, encontramos antigos governantes em numerosas empresas, das mais poderosas e rendosas…" (p. 22). E, mais adiante,"… e assistimos às nomeações ou eleições para as companhias. Para estas passou como que a ser ponto de honra o ter um antigo governante nos seus corpos gerentes.". Referindo-se à competência técnica afirmava ainda que "… na maior parte das vezes, esses homens não entram em conselhos de administração pela sua competência técnica. E basta ver-se como passam de uma companhia para outras, de actividades completamente diferentes, para se saber que a capacidade que os move é sempre a mesma…" (p. 22).   Poderíamos continuar a citar Raul Rego pois teríamos muito por onde escolher. Ao longo do texto menciona um rol de nomes de governantes da época que se encontravam nestas circunstâncias. 

Verificamos que nas últimas décadas pós 25 de abril a referida situação piorou. Proliferam senhores, alguns sem profissão, que se introduziram na política para benefício próprio ou que se tornaram clientes de partidos apenas com objetivos pessoais. Outros que tendo uma profissão a ela já não regressaram   após o cumprimento de mandatos. Há ainda os que são colocados em empresas, ou que, apesar de comprovada incompetência, vão ocupar cargos  de maior responsabilidade no aparelho do estado ou em empresas privadas que irão ficar em situação privilegiadas face ao estado.

Veja-se o caso dos últimos oito anos de governação socialista (normalmente  outros partidos que alternam no poder também o fazem), durante o qual a distribuição de cargos se tornou escandalosa.

É evidente a atualidade do texto de Raul Rego. Afinal, tudo o que ele denunciava  tem vindo a ser sistematicamente desvirtuado pelos que, em 1973  deram corpo ao partido socialista que na altura  apregoavam os princípios imorais da distribuição de cargos públicos e privados a antigos governantes pelo regime fascista. São os mesmos que, agora, fechando tacitamente os olhos, aprovam e sustentam a  mesma tese  que combatiam que se tem vindo a reproduzir através das novas gerações  de militantes do partido.


publicado por M. Rodrigues | Quarta-feira, 01 Junho , 2011, 23:01

 

 

Clarifiquemos em primeiro lugar o conceito de populismo. Neste contexto entendemos por populismo a procura de estabelecer um vínculo emocional, e não  racional com o povo através de um sistema de políticas ou métodos, para aliciar classes sociais de menor poder aquisitivo e da classe média urbana, como forma de angariar votos e prestígio, através da simpatia daquelas e pela aproximação aos anseios do povo, mais através dos direitos do que dos deveres.

O populismo tem vindo a ser conotado com a direita e com a extrema-direita. Contudo, veja-se o caso português, onde alguma esquerda não radical utiliza as suas técnicas populistas, como adiante se verá. 

O populista sabe que é necessário "mostrar-se ao povo, comunicando-lhe preconceitos, lugares-comuns, utilizando a sua própria linguagem para o levar a creditar e a criar a impressão de que é ele (o povo) que cria essas ideias. Deste modo, o que o líder faz, diz e pensa é precisamente aquilo que o povo faz, diz e pensa" (Raffaele Simone). Isto é, o povo fica com a impressão de que o líder é como ele, que fala como ele, que pensa como ele.

É vulgar alguns populistas reduzirem questões económicas, sociais e políticas complicadas a chavões banais e slogans, recorrendo sistematicamente à mentira à distorsão da verdade e a números inventados e a dados estatisticamente trabalhados.

Do ponto de vista comunicacional é imprescindível para o populismo inventar "o outro", quer dizer, um culpado por todos os erros cometidos, desdramatizando também os erros que ao próprio populista são apontados. Leva então os recetores da mensagem a acreditar que a responsabilidade, é das oposições, dos especuladores, da comunicação social, indo ao ponto de desacreditar informações veiculadas por organismos internacionais.

O que interessa ao populista é levar o povo a enganar-se a si mesmo e aos poderes económicos e finaceiros a consolidar a sua posição.

Raffaele Simone aponta o populismo como um percursor da extrema-direita e do fascismo independentemente da forma que vier a tomar. Contudo a análise política dos últimos oito anos em Portugal, que vive em democracia efetiva não tenho dúvidas, provou que o populismo também pode vir de alguma esquerda pois o que se verificou, não raras vezes, foi que se manifestou impaciência em relação às  instituições democráticas. E tudo piora, e mais vez cito Raffaela, quando "a arrogânci aque é favorecida por um baixo nível cultural", do povo e até por vezes dos próprios líderes e pela necessidade de estar sempre presente na comunicação social. Não foi por acaso que foram orçamentados para 2011 despesas no valor de 47 milhões de euros para publicidade! Para bom entendedor meia palavra basta!...


publicado por M. Rodrigues | Domingo, 29 Maio , 2011, 23:40

Livro a não perder.

 

Leitura acessível que ajuda a compreender a razão da situação em que Portugal se encontra dando sugestões para vencer a crise nacional. Ilustrado com gráficos muito claros e concisos.É também um bom livro para consulta.

 

 

 


publicado por M. Rodrigues | Domingo, 29 Maio , 2011, 23:31

 

ESTADO SOCIAL E INFORMAÇÃO

 

Não é raro ouvirmos dizer de forma simplista  que se está numa guerra  terrível entre os defensores do Estado social e dos outros os que o querem destruir. Afirmações que mais não pretendem do que aterrorizar o povo português, mal informado e com um grau de iliteracia muito grande, que apenas discute futebol em momentos tão decisivos para todos. É fácil convencer um povo que, como se sabe (e eles também) tem memória curta.

 

SOCIALISMO NA GAVETA

 

Em Portugal os dois maiores partidos nunca estiveram tão afastados um do outro nas suas posições. Se bem nos lembramos, em campanhas eleitorais após o 25 de abril, houve quem afirmou que o partido socialista tinha "metido o socialismo gaveta" e, muitas das vezes, passou a ser chamado de  social democrata.

 

A atual "versão" do partido socialista é acérrima defensora do estado social que, diga-se, durante os últimos seis anos começou a desmantelar. O que não admira. Esta é, de facto, a política de José Sócrates, dizer que faz uma coisa e, passado algum tempo, dizer o seu contrário.

 

O NEOLIBERALISMO

 

Alguns dos princípios básicos do neoliberalismo  estão presentes no documento que os negociadores do plano de ajuda que qualquer que seja o governo vai ter que  concretizar e operacionalizar. É por isso que o programa do partido socialista é vago e sem detalhes. Forma que é já bem nossa conhecida, esconder a realidade e nunca falar verdade aos portugueses como têm feito até aqui.

 

TUDO SE DEVE À CRISE INTERNACIONAL!

 

A crise a que chegámos, para além da parte que cabe à crise internacional, é da responsabilidade dos partidos que nos governaram anteriormente  e cujos erros estruturais anteriores  não conseguiram corrigir. Pelo contrário, o governo de José Sócrates que, em vez de corrigir os erros do passado, agravou a situação nestes últimos sete anos com o rumo que nos conduziu à atual situação.

 

A TROIKA, O REAL E O VIRTUAL

 

Interessa neste momento a Sócrates esconder mais uma vez a realidades atraindo para uma armadilha os eleitores que nele votarem. É por isso que acusa os seus opositores mais diretos de neoliberais, mas ele sabe que vai ter que aplicar as medidas impostas cuja base é neoliberal. Ou será que o tal PEC IV, que tanto gosta de comparar com as medidas da "Troika", são socialistas e defendem o Estado Social?  Com os partidos chamados por José Sócrates de neoliberais já sabemos com o que contamos. O que me apavora não são os neoliberais, é o apego ao poder de José Sócrates  e dos "seus socialistas" que já nada têm a oferecer ao país e ao povo.

 

AS PROMISCUIDADES ESTADO E PRIVADO

 

Num artigo de Henrique Monteiro, li no Expresso de 14 de maio o seguinte: "Hoje, pensionistas, trabalhadores, pequenos empresários e agricultores vêm-se obrigados a ter  de pagar o dinheiro que o Governo desperdiçou. Mas não foi com pensionistas ou trabalhadores que houve derrapagens e se cometeram excessos. Foram, sim, estradas inúteis, consultadorias inúteis, propaganda inútil  e "boys" inúteis que deram cabo do país. Além das inúmeras promiscuidades - com banqueiros, especuladores, Joes Berardos diversos, empresas do regime, ditadorzecos vários, etc. - que em nada contribuíram para o louvado Estado social e apenas minaram a coesão do país ".

Por tudo isto, de quem tenho medo é  de uma nova tomada do poder  em Portugal pelo "Chapeleiro Louco" que vive no mundo de "Alice no País das Maravilhas"


publicado por M. Rodrigues | Domingo, 29 Maio , 2011, 21:53

Há momento em que devemos

destacar-nos do clube

Um clube, segundo o  dicionário da Porto Editora, é uma associação criada para ajudar os seus membros na prática de atividades recreativas, desportivas ou culturais ou, ainda, local de reuniões de natureza cultural, política ou recreativa.


A maioria dos cidadãos terão com certeza o seu clube de futebol preferido. A vivência clubista, não raras vezes, dá lugar a rivalidades entre os seus associados,  adeptos e apoiantes, nomeadamente, no que se refere às claques dos principais clubes. Também são frequentes discussões entre pessoas de clubes diferentes quando se coloca em causa o clube que se apoia. Abandonar ou mudar de clube é considerado deslealdade e quem muda de clube é apelidado de "vira casacas". Associados mais exaltados até rasgam o cartão de sócio num momento de exaltação. Apesar de profundo desgosto é desleal aos princípios clubistas mudar de clube, mesmo quando perde um ou vários jogos e deixa de ficar em posição de destaque na classificação.

 

 Vive-se o clube de tal modo que, por vezes, se retiram dias a férias, pede-se dispensa do trabalho ou sacrifica-se algo em troca de uma ida ao estrangeiro para o acompanhar.

Assinam-se canais desportivos de televisão e até canais privados de clubes onde se esmiuçam os jogos até à exaustão, sempre numa perspectiva egocêntrica, para regozijo dos seus associados e adeptos.

  

Por estranho que pareça, na política também existe clubismo. Temos os militantes dos partidos que vivem o partido e lutam por ele em qualquer circunstância, mesmo quando os seus líderes tenha causado os maiores prejuízos, quer ao seu próprio partido, quer ao país quando estão no governo. Identicamente aos associados e adeptos dum clube de futebol também é raro haver  militantes/associados de partidos que deixem de ser militantes  quando ele não ganha eleições ou quando frustra as suas expectativas. A maioria  continua a apoiar o seu partido mesmo em circunstancias adversas.


A política não é apenas feita pelos militantes, nem os governos são eleitos apenas por eles. Em democracia são os cidadãos eleitores, nos quais aqueles também se incluem, que decidem o governo que querem e em que circunstâncias. Mesmo os que não votam decidem pela abstenção que os outros escolham por eles. Na opção do sentido de voto também há clubismo, neste caso, partidário. Podemos estabelecer uma analogia com os clubes de futebol. Quando um cidadão elege um partido que nos vai governar a todos durante quatro anos, a tendência tem vindo a ser "conservadora no sentido do voto", isto é, votar sempre no mesmo partido em que sempre votou. Tal como num clube de futebol está em causa a tendência clubista. Está em causa a consciência de cidadão eleitor que não quer ser  desleal  e "vira casacas" em relação ao partido em que sempre votou, mesmo que  este não tenha cumprido os objectivos para que foi eleito e tenha frustrado todas as expectativas.


Votar num partido que nos vai governar não é o mesmo que ser leal a um clube de futebol em que perder ou ganhar pode dar tristezas ou alegrias, mas não vai modificar a nossa forma de viver, nem melhorar ou piorar o nosso sistema social, nem vai resolver os problemas que o país atravessa. Deste modo, eleger outro "clube" que nos governe, não é ser desleal nem "vira casacas" . É isso a democracia a capacidade de os cidadão poderem, quando assim o entenderem, mudar quem está no poder sem receios de termos a sensação de trair aqueles em quem sempre votámos. No futebol não podemos decidir o resultado de um jogo. Quando muito podemos apoiar o nosso clube para que ganhe, mas o resultado não depende de nós. Em política podemos sempre mudar o resultado quando, para tal, somos chamados.


O clubismo nas eleições padece de um síndrome da direita que, em sentido figurado, é um conjunto de sinais ou características associados a uma situação crítica e causadores de receio ou insegurança. É esta síndrome que alguns partidos exploram até à exaustão, fazendo passar mensagens distorcidas. A direita em Portugal, apesar de alguns erros, nunca fez tão mal ao país  como a esquerda que nos tem governado durante os últimos anos. Por isso há que mudar os dirigentes do clube, isso podemos nós todos fazer sem receio que nos chamem "vira casacas".


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